Me parece que todas as vezes que estou muito sensível ou numa crise existencial, recorro ao blog. Mesmo que ninguém leia, não me importo. Esse domínio online foi feito para expor meus pensamentos e cravá-los para sempre no sistema. Eles não desaparecerão, mesmo sem existir- Levando em conta o princípio de que para algo existir (atemporalmente) é necessário a noção de algum sujeito sobre sua existência, ou não há prova alguma de que aquilo é algo válido.
A melhor explicação para isso é a de que o feliz acaso me deu a capacidade de me entender. Eu sei o que se passa na minha cabeça. Mesmo quando estou confuso, consigo desenrolar meus pensamentos. E o blog é uma dessas formas. Através de todas as perguntas e loucuras que eu eventualmente faço, desenvolvo atividades simplórias e comuns para tirar de mim todo o extrato vermelho e rugoso que há na parte mais obscura e feia do meu cerebelo.
Creio que seja algo bom porque durantes meus monólogos nesses posts, há, na verdade, um diálogo entre sentimentalismo e a alma. É como o engenheiro e sua planta, só que diferente. Talvez não haja nenhuma forma de se explicar o porquê eu sou tão autossuficiente. Mas se eu fosse "dropar" um palpite, diria que é porque aprendi, através de minha própria ideologia, que a única pessoa que vai estar ao meu lado no fim de minha vida sou eu mesmo. Ora bolas, isso é uma bela demonstração de afeto a mim mesmo, estar comigo até o fim.
A única pessoa com que podemos resolver nossos problemas com aquele que amamos é a própria pessoa que amamos. Por exemplo, nenhum amigo vai te ajudar por completo a resolver seus problemas com sua noiva. Ele pode no máximo encaminhá-lo, mas você mesmo deve resolver a situação. O mesmo ocorre comigo e minha alma. É através do diálogo comigo mesmo- Que nesse caso, pode ser a própria reflexão que tenho antes de escrever um post- que posso me deixar em paz.