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Atenção!

Atenção, meu caro leitor. Se por algum acaso chegou até esse blog por X motivos, espero que não se atreva a ler nada que contenha nele a não...

domingo, 31 de julho de 2016

Por quê?

Desde que me conheço por gente, ou seja, desde o começo desse ano de 2016, passei a viver sem aceitar tudo aquilo que me dizem. Na verdade, coisas que para outros podem parecer completamente comuns como classes sociais, sentimentos, interações sociais e até mesmo coisas mais concretas como cores, formas e lugares, nunca entraram muito bem na minha cabeça.

De certo modo podemos afirmar que aquilo que deveria ser comum acaba se tornando completamente estranho. Parafraseando a Triologia de Cinco do Guia do Mochileiro das Galáxias: "Existem duas teorias sobre o universo. A primeira diz que quando descobrirmos o seu significado/propósito ele vai ressurgir em algo mais estranho. A segunda diz que isso já aconteceu". Então vamos direto ao ponto. Por quê?

Eu sempre dei muita importância ao porquê, ou ao "por que" se preferir. Alguns até preferem chamá-la de "porque" ou "por quê", depende muito em que parte da frase você a coloca. Mas por quê? Por que tinha que ser tão complicado assim? Talvez porque os linguistas decidiram deixar assim. Bem, talvez nunca possamos chegar a um por quê/porquê/porque/por que. Mas enfim, o porquê das coisas é muito importante. Aceitar a vida como ela é não é lá uma tarefa muito interessante, nem tampouco inteligente, para dizer a verdade.

Existem questões pouquíssimo exploradas como "por que números são perfeitos" ou "por que o mal existe". Tudo bem que você pode responder a essas dúvidas com pesquisas matemáticas e filosóficas. Basta uma rápida lida em Heráclito para "entender" que sem o mal nunca saberíamos o que é o bem, já que não haveria um contradizente. Mas não é esse tipo de resposta que devemos procurar. O tipo de resposta está dentro de nós (se és firmado nas ideias de Platão e Descartes, vai concordar). Mas ser humano nenhum chegou a 100% das respostas, o que significa que as chances de alguém chegar nelas pendem a 0.

Mas por que será? Por que isso aconteceria, assim, tão claramente? Os mistérios da existência estão dando tapas nas nossas caras, mas por que ninguém se importa de ser abusado por evidências tão não concretas? Certo, é verdade que nem todos têm o saco/as nuts para filosofar/pensar/raciocinar por conta própria, mas também é verdade que quase ninguém tenta.

Não temos conceitos, temos definições introduzidas por outras pessoas que tinham essas mesmas definições, que foram formadas em algum momento por alguém e modeladas através do tempo por várias pessoas que, por não conhecermos, para nós não são ninguém. Isso significa que aí dentro de você, em algum lugar, você pode estar acreditando que uma garota que fica com muitos garotos é "uma vadia" por conta de uma definição introduzida em sua cabeça, formada há sei lá quantos diabos de anos atrás. Ou pela religião, sei lá.

Sei que quando terminar de ler isso, se é que você começou, nada vai ter mudado. Você vai estar no mesmo lugar, com os mesmos problemas, com as mesmas doenças, mesmas alegrias e mesmas definições- se ainda não tem seus conceitos- e dependendo da sua mentalidade pode até mesmo pensar "que idiotice" ou "sapoha é louca". Então por que eu fiz esse post? Não sei. Acho que nunca vou chegar à resposta.

Atenção!

Atenção, meu caro leitor. Se por algum acaso chegou até esse blog por X motivos, espero que não se atreva a ler nada que contenha nele a não ser que esteja 100% comprometido a visualizar postagens que podem parecer completamente randômicas e certas vezes até mesmo demasiadamente estranhas. Você foi alertado com cinco linhas fofas, não se atreva a contestar a autoridade dessas frases.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Atração Sexual

Eu nunca entendi muito bem como atrações sexuais funcionam. Digo, seres humanos comumente sentem atração por outros seres humanos e ao ver da maioria das pessoas isso é completamente comum. Mas por que é comum sentir atração sexual em pessoas, mas tão raro em balões, árvores, lâmpadas ou lajotas?

Eu e mais um grupo de dois amigos ficamos debatendo sobre o assunto durante aproximadamente 15 minutos, enquanto o restante do pessoal da sala de aula, ou decidia sobre a organização do trabalho ou fazia vários nadas. Durante esses aproximados 15 minutos, tentamos chegar à conclusão do porque, exatamente, que seres humanos sentem atração em outros seres humanos tão facilmente, mas raramente em outras coisas.

O primeiro deles, que vou estar aqui chamando de "-B-", falou que isso era principalmente devido à sociedade- Percebam que ele disse "principalmente", e não "somente". De acordo com ele, a sociedade sempre nos impôs essa característica muito comum o que nos ajuda a perceber a atração sexual. O exemplo dele foi: Se um bebê fosse posto numa sala completamente fechada, com direito a recursos básicos para a sobrevivência, mas nunca visse um humano nem nada que pudesse lhe influenciar, e apenas pilhas... Ele sentiria atração sexual por pilhas.

Isso explica porque seres humanos se sentem atraídos por outros seres humanos, mas deixou em branco a explicação de porque algumas pessoas sentem atrações sexuais diferentes, como os balões citados anteriormente -Pesquise sobre Grim Looner que vão ver um exemplo disso.

Já o segundo deles, que vou estar aqui chamando de "-G-", se baseou em Aristóteles para responder à pergunta, enquanto ele dizia que, a grosso modo, seres humanos são apenas animais dotados de razão. Ele acrescentou ainda que uma das principais características dos animais -Logo de seres humanos também- Era a vontade deles de procriar e de continuar a progressão de sua espécie. Assim sendo, seres humanos estariam desde sempre tendo como um de seus objetivos principais a procriação.

Isso explicou muito bem o fator biológico e até contradiz a teoria sobre a sociedade ser a culpa majoritária dos nossos prazeres sexuais. Entretanto, também não explicou sobre a questão dos fetiches. Estes ainda hão de ser analisados por ninguém mais do que eu mesmo, quando eu entender de onde é que eu tenho que começar.

É interessante se fazer esse tipo de pergunta.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Eu não sou um blogger

Meu nome é Tiago Martins, sou um rapaz fisicamente incapaz de levantar caixas que pesem mais de quatro quilos, apresento alguns dos sinais de autismo, sou apaixonado por arte no geral e não sou um blogger.

Agora que já me apresentei, vou me apresentar.

Há certos momentos de nossas vidas em que devemos nos ater àquilo que temos. Eu certamente não creio que nada seja pertencente a mim. Na verdade, é louca a ideia de que um ser humano possa possuir coisas. Não possuímos nada. A única coisa que possuímos é a ideia de que temos aquilo que não temos. É por esse tipo de pensamento filosoficamente desnecessário que senti a necessidade de criar um blog para aqui guardar todos os tipos não só de conceitos que tenho, mas também todo tipo de progresso que acho que arquivei em meus recintos.

De vez em quando acho que vou explodir de tantos pensamentos estranhos que se acumulam. Na maioria das vezes esses pensamentos estranhos são ideias até razoáveis que acabam virando algum tipo de inspiração fulminante, que tomam cada parte do meu ser. Esse blog, na verdade, apesar de ser aberto ao público, não tem essa função. Isso aqui existe apenas para arquivar tudo aquilo que eu sei, ou que pelo menos acho que sei, além daquilo que acho que quero saber.

O fato é que, se és normal, não aconselho-te a folhear nada que aqui esteja presente. Em meus posts, não vou considerar postar assuntos regulares, apenas aquilo que engloba a minha vida como ser pensante. Na verdade, sinto que finjo demais ser normal. E finjo que me incomodo pouco com os outros serem normais. O mundo é muito normal e de vez em quando, um pouco de loucura não mata ser humano algum.

A vida regular é muito comum, muito tediosa. E quando você para um pouco sua rotina para pensar melhor nas coisas, percebe que "Felicidade e tristeza não são opostos, são como amor e ódio. Você pode amar alguém que você odeia. Nós vemos muito isso nas em algumas relações entre mãe e filho e marido e mulher. Por isso, o contrário do amor é na verdade a indiferença. Como o contrário de felicidade é tédio." (Timothy Ferriss)

O ponto final? Crio esse blog para publicar semanalmente, à medida do possível, não apenas reflexões mas também fatos da minha vida que acho que são interessantes a se apontar. Segunda parece ser um dia chato, então vai ser toda segunda mesmo. Hold yourself then, because the weirdness will go on.