Sim, existem ateus e não, não sou contra. Compreendo a crença de cada indivíduo e entendo que elas são apenas opcionais. Todos são dotados de religiosidade, mas nem todos têm uma religião e não há problemas nisso. Entretanto, existem certos pontos que não podemos negar. Não se pode provar que alguma coisa não existe. Assim como não se pode provar que alguma coisa existe se, essa coisa em particular, não for tátil, visível, etc, enfim, passiva do entendimento de algum sentido e/ou não se apresentar concreto em nenhuma evidência que possa ser aplicada em termos gerais.
Mas muito me interessa as relações entre o Deus cristão e a física. Quando estou estudando, filosofando ou lendo textos científicos, procuro abandonar qualquer explicação religiosa, principalmente aquelas que são tão fixistas (relevando que não, não sou fixista). Ainda sim, gosto de considerar a existência tanto de um universo cristão quando da Física. Não me incomoda as contradições, elas podem viver juntas se você souber como interpretá-las de sua própria maneira. Ninguém disse que "haja luz" significa a criação do nosso Sol. Com luz, podemos entender, por exemplo, a própria luz. Sim, essa mesma, a radiação eletromagnética- Aquela que nos permite enxergar.
Seguindo esse raciocínio de mútua existência, me pergunto qual é a relação entre Deus e Física: De submissão ou de submisso. Certamente que, a meu ver filosófico, ambos existem. Mas um deles tem de ser sujeito ao outro. Não podemos ter uma física que se aplica a Deus ao mesmo tempo que este pode modificá-la. Ou um ou outro. E não, não haverá contradições se a Física se submeter a Deus. Certamente que ele está em todos os cantos ao mesmo tempo e que tudo pode fazer, mas isso não quebra a regra de que se é matéria, tem de ocupar um lugar no espaço. Ora bolas, a própria luz não ocupa um lugar no espaço, isso não faz dela algo inexistente.
A esse ponto é, na verdade, quase que impossível determinar quem está submisso a quem. Por isso elaborei minha própria explicação e achei ela muito mais interessante e simples de representar a relação entre Deus e Física. Quando pensamos em Deus, vem logo às nossas mentes aquele senhor barbudo em cima de uma nuvem, controlando toda a existência. Não. Deus não deveria ser visto como uma figura humana. Certamente que "somos feitos à sua imagem" mas isso é tão relativo quanto afirmar que café é gostoso. Uns gostam e outros não. Assim como "à sua imagem" pode ser interpretado de inúmeras formas, principalmente se considerarmos esse "à sua imagem" a simples e conhecida "razão", da qual certamente somos dotados.
A minha proposta de pensamento é que Deus, estando submisso às leis da Física seja, na verdade, a própria existência, ou seja, o próprio universo. Sendo o universo, Deus é tudo aquilo que existe e sem ele, nada existe. Ele também está em todos os cantos ao mesmo tempo e sabe de tudo, porque o tudo está dentro dele. Ele é bom porque no universo, não há caos, e sim uma harmonia que a priori parece estar desorganizada. Ele também pode fazer tudo porque o tudo que é possível, já está no próprio Deus. Também seriamos fruto de sua imagem porque tudo aquilo que é gerado dentro do universo faz parte do mesmo.
Postagem em destaque
Atenção!
Atenção, meu caro leitor. Se por algum acaso chegou até esse blog por X motivos, espero que não se atreva a ler nada que contenha nele a não...
terça-feira, 30 de agosto de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
A Chuva não Cai
A chuva não cai, na verdade ela só sobe ao contrário, com um destino em comum. Se você pensar bem, dizer que a chuva cai é a mesma coisa de dizer que a chuva desce e descer é só o posto de subir, então a chuva não cai, ela sobe ao contrário. Muitas coisas sobem ao contrário, sabe? Tipo tudo. Acho que tudo meio que sobe ao contrário à medida que tem massa e está ocupando um lugar no espaço.
A gravidade terrestre é mais um paizão que não deixa suas crianças irem para muito longe de si. Só imagine se eu dissesse que a chuva sobe, que antes de ontem eu paguei maior mico na rua porque tropecei e subi ou que fiquei com muita raiva de meu primo porque ele deixou meu teclado novo subir. Certamente as pessoas pensariam em situações muito engraçadas, na qual você empurra um objeto e ele sobe.
Tecnicamente isso seria cair, se você adotar um ponto de perspectiva diferente. Mas nesse caso a única coisa que cairia, seria... Nada? Talvez foguetes, mas em nosso cotidiano, realmente nada. Balões não chegam tão alto, principalmente por conta da ação do vento, então para o que citá-los? Nesse caso, nem em nossa realidade em que para o chão a gente cai e para as nuvens nós subimos, as coisas chegam a cair para cima. Isso meio que incomoda.
Talvez seja uma das poucas coisas que não sejam proporcionais, a gravidade. Só tem gravidade negativa, que puxa, que atrai. Isso é uma parada bem triste. Deveria ter uma gravidade negativa. Aí sim tudo poderia subir em vez de cair. Digo, cair em vez de subir.
A gravidade terrestre é mais um paizão que não deixa suas crianças irem para muito longe de si. Só imagine se eu dissesse que a chuva sobe, que antes de ontem eu paguei maior mico na rua porque tropecei e subi ou que fiquei com muita raiva de meu primo porque ele deixou meu teclado novo subir. Certamente as pessoas pensariam em situações muito engraçadas, na qual você empurra um objeto e ele sobe.
Tecnicamente isso seria cair, se você adotar um ponto de perspectiva diferente. Mas nesse caso a única coisa que cairia, seria... Nada? Talvez foguetes, mas em nosso cotidiano, realmente nada. Balões não chegam tão alto, principalmente por conta da ação do vento, então para o que citá-los? Nesse caso, nem em nossa realidade em que para o chão a gente cai e para as nuvens nós subimos, as coisas chegam a cair para cima. Isso meio que incomoda.
Talvez seja uma das poucas coisas que não sejam proporcionais, a gravidade. Só tem gravidade negativa, que puxa, que atrai. Isso é uma parada bem triste. Deveria ter uma gravidade negativa. Aí sim tudo poderia subir em vez de cair. Digo, cair em vez de subir.
sábado, 20 de agosto de 2016
O Pudor Natural
Quem gosta do Mundo de Sofia? Eu particularmente adoro. E foi relendo algumas páginas (para reforçar meus conhecimentos) dessa obra prima que me deparei com uma pergunta que me fez não aceitar as respostas dada pelo(s) autor(es) Jostein Gaarder e/ou Sócrates e me pus a analisar uma certa afirmação. No capítulo "Sócrates" do livro, é citada uma pergunta: "Existe um pudor natural?". A resposta dada pelo autor (no enredo) das cartas é, grosso modo: "Não. São fatores sociais. Um bom exemplo disso seria estar nu. Para nós é um pudor, mas em certos países ou até mesmo em certos locais mais específicos, estar nu é permitido."
Então, será que o pudor, de fato, não pode ser inato? Eu concordo plenamente que o pudor não é natural, mas talvez haja um certo erro de sequência de definições, o que mostra a fraqueza não das afirmações do Gaarder, mas das definições da língua e da linguagem.
Primeiramente eu gostaria de analisar a definição de pudor, ou seja, o pudor de forma geral, e não um conceito único. Em minhas pesquisas super demoradas e suscitas, digo, numa rápida buscada no google, temos que pudor é "o que impede que a pessoa faça algo indecente, é a vergonha de mostrar o corpo, de ficar exibindo-se, de diversas maneiras". Mas vem cá, o que é indecência, afinal?
De acordo com o www.dicionarioinformal.com.br, é "imoral, ridículo(a), sem decência". Acho que vamos ter que analisar os três significados também, um por um.
Pesquisado no mesmo site, temos que:
Imoral é "Tudo aquilo que foge as regras de conduta tido como verdade social impostas pela população, sendo diferente a moral de cada região";
Ridículo é "De pouco ou nenhum valor; irrisório, insignificante, mesquinho";
Decência "tem haver com respeito aos bons costumes,reserva, dignidade nas maneiras e na linhagem" - Apontando o fato que no site, estava escrito "digindade" e não "dignidade". Tudo bem, é só um site, só um dicionário, ninguém liga para esse escroto erro de ortografia.
Ora, temos que nenhum desses significados significa, em sua definição particular, algo relacionado à indecência, apenas palavras que -podem- (assim como podem não) ser relacionadas a esse sentido específico. Pronto, descobrimos que uma das definições dadas é falsa. Se a primeira afirmação, "o que impede que a pessoa faça algo indecente", fosse a única citada pelos dicionários, eu estaria feliz em afirmar que existem sim pudores naturais.
Não há motivos para alguém ser ridículo numa situação em que a sociedade não é levada em consideração, mas ainda sim é passivo de acontecer. Não vejo como uma pessoa isolada que seja, no mínimo, 100% preservada e consciente do sentido de "normalidade" e "regularidade", agiria de forma ridícula. Ou seja, um pudor natural.
Então, será que o pudor, de fato, não pode ser inato? Eu concordo plenamente que o pudor não é natural, mas talvez haja um certo erro de sequência de definições, o que mostra a fraqueza não das afirmações do Gaarder, mas das definições da língua e da linguagem.
Primeiramente eu gostaria de analisar a definição de pudor, ou seja, o pudor de forma geral, e não um conceito único. Em minhas pesquisas super demoradas e suscitas, digo, numa rápida buscada no google, temos que pudor é "o que impede que a pessoa faça algo indecente, é a vergonha de mostrar o corpo, de ficar exibindo-se, de diversas maneiras". Mas vem cá, o que é indecência, afinal?
De acordo com o www.dicionarioinformal.com.br, é "imoral, ridículo(a), sem decência". Acho que vamos ter que analisar os três significados também, um por um.
Pesquisado no mesmo site, temos que:
Imoral é "Tudo aquilo que foge as regras de conduta tido como verdade social impostas pela população, sendo diferente a moral de cada região";
Ridículo é "De pouco ou nenhum valor; irrisório, insignificante, mesquinho";
Decência "tem haver com respeito aos bons costumes,reserva, dignidade nas maneiras e na linhagem" - Apontando o fato que no site, estava escrito "digindade" e não "dignidade". Tudo bem, é só um site, só um dicionário, ninguém liga para esse escroto erro de ortografia.
Ora, temos que nenhum desses significados significa, em sua definição particular, algo relacionado à indecência, apenas palavras que -podem- (assim como podem não) ser relacionadas a esse sentido específico. Pronto, descobrimos que uma das definições dadas é falsa. Se a primeira afirmação, "o que impede que a pessoa faça algo indecente", fosse a única citada pelos dicionários, eu estaria feliz em afirmar que existem sim pudores naturais.
Não há motivos para alguém ser ridículo numa situação em que a sociedade não é levada em consideração, mas ainda sim é passivo de acontecer. Não vejo como uma pessoa isolada que seja, no mínimo, 100% preservada e consciente do sentido de "normalidade" e "regularidade", agiria de forma ridícula. Ou seja, um pudor natural.
sábado, 13 de agosto de 2016
O Truque das Coisas
"Diversas vezes somos enganados pelos sentidos". Já estou cansado de ler e ouvir isso, essa frase vai ficar impregnada na minha cabeça por toda a eternidade. Mas há uma concepção de mundo totalmente nova que elimina todo o resto e que torna tudo aquilo que existe imprevisível e passivo de dúvidas. Essa concepção é a de que nós criamos nossos próprios sentidos.
Adotando um pensamento solipsista, por exemplo, no qual podemos assumir que a única coisa da qual você pode provar que é dotada de existência em todos os níveis e sentidos é a si mesmo, pois é provável a sua própria razão, podemos aplicar a concepção do sentido próprio. Se nada aquilo que é exterior a você próprio é verdadeiro, ou seja, se até suas mãos, pés, chão e universo são falsos, a única explicação para a pseudo-existência de tudo isso seria a criação própria dos sentidos de uma forma subconsciente e inacessível.
Tudo bem que hoje em dia, através de alguns processos como hipnose, temos acesso ao sub-consciente. Mas se até aquilo que acessa o nosso sub-consciente é falso, sua efetividade no próprio ser existente também é falsa, já que é mera ilusão criada pelo sub-consciente verdadeiro. Digo isso pelas minhas próprias experiências sensíveis e assustadoras.
Basta assistir alguns vídeos com temas de terror para eu começar a ver coisas onde não existem, que são logo disfarçadas pelo mundo externo. Sabe aquela toalha que virou um demônio branco? Pois é. Como pode garantir que por algum momento ela não foi de fato um demônio branco? Num mundo totalmente falso, a mudança iminente das coisas é um fato crível e simples.
Quer outro exemplo? Basta um baita dum cansaço para que quando eu deite e me concentre em algo, ouça algum som fora do lugar. Por exemplo: Estou quase dormindo e pensando em uma conversa na minha cabeça. De vez em quando posso ouvir uma dessas vozes claramente falando perto de mim, o que logo para, já que me surpreendo com o ocorrido e me volto para a realidade. Isso mostra como a interligação entre imaginário e real é uma linha tênue facilmente modificável.
Mais importante ainda do que estabelecer que há a probabilidade dos sentidos serem criação própria é estabelecer um ponto concreto onde não podemos ser questionados a respeito do fato. E a resposta está na própria afirmação de que "há a probabilidade dos sentidos serem criação própria", pois -Em uma concepção própria- nada que é de razão em si pode ser considerada como tal antes de passar pelos sentidos. Mas se os sentidos são, em si, propriamente falsos, a informação racional é passada de forma igualmente errônea, ou se desvia quando chega a nós, e nos impede de raciocinar corretamente, o que implica em podermos ou não fazer aquela afirmação em primeiro lugar.
Entretanto, seguindo essa linha de raciocínio, terás provado que está certo pelo simples fato de estar errado pela representação da razão ter sido passado de forma errada pelos sentidos, que são errados mas que, nunca seriam se não fossem criação de um ser imperfeito em primeiro lugar.
Você existe?
Adotando um pensamento solipsista, por exemplo, no qual podemos assumir que a única coisa da qual você pode provar que é dotada de existência em todos os níveis e sentidos é a si mesmo, pois é provável a sua própria razão, podemos aplicar a concepção do sentido próprio. Se nada aquilo que é exterior a você próprio é verdadeiro, ou seja, se até suas mãos, pés, chão e universo são falsos, a única explicação para a pseudo-existência de tudo isso seria a criação própria dos sentidos de uma forma subconsciente e inacessível.
Tudo bem que hoje em dia, através de alguns processos como hipnose, temos acesso ao sub-consciente. Mas se até aquilo que acessa o nosso sub-consciente é falso, sua efetividade no próprio ser existente também é falsa, já que é mera ilusão criada pelo sub-consciente verdadeiro. Digo isso pelas minhas próprias experiências sensíveis e assustadoras.
Basta assistir alguns vídeos com temas de terror para eu começar a ver coisas onde não existem, que são logo disfarçadas pelo mundo externo. Sabe aquela toalha que virou um demônio branco? Pois é. Como pode garantir que por algum momento ela não foi de fato um demônio branco? Num mundo totalmente falso, a mudança iminente das coisas é um fato crível e simples.
Quer outro exemplo? Basta um baita dum cansaço para que quando eu deite e me concentre em algo, ouça algum som fora do lugar. Por exemplo: Estou quase dormindo e pensando em uma conversa na minha cabeça. De vez em quando posso ouvir uma dessas vozes claramente falando perto de mim, o que logo para, já que me surpreendo com o ocorrido e me volto para a realidade. Isso mostra como a interligação entre imaginário e real é uma linha tênue facilmente modificável.
Mais importante ainda do que estabelecer que há a probabilidade dos sentidos serem criação própria é estabelecer um ponto concreto onde não podemos ser questionados a respeito do fato. E a resposta está na própria afirmação de que "há a probabilidade dos sentidos serem criação própria", pois -Em uma concepção própria- nada que é de razão em si pode ser considerada como tal antes de passar pelos sentidos. Mas se os sentidos são, em si, propriamente falsos, a informação racional é passada de forma igualmente errônea, ou se desvia quando chega a nós, e nos impede de raciocinar corretamente, o que implica em podermos ou não fazer aquela afirmação em primeiro lugar.
Entretanto, seguindo essa linha de raciocínio, terás provado que está certo pelo simples fato de estar errado pela representação da razão ter sido passado de forma errada pelos sentidos, que são errados mas que, nunca seriam se não fossem criação de um ser imperfeito em primeiro lugar.
Você existe?
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Rotinas
Quando iniciei esse blog para mim mesmo, prometi que estaria fazendo posts às segundas feiras, pois ele estaria servindo de um diário espiritual aberto na web, o que não faz muito sentido, já que o blog não deve ter visitantes válidos em acesso.
Mas mudei de ideia assim que notei que eu não suportaria seguir a infame rotina que havia determinado para ele, porque sou totalmente contra as rotinas. A rotina. Sei lá. Não sou muito bom em português. Mas por que não seguir uma rotina? Elas são organizadas e válidas! E isso é um fato. Mas as rotinas são o caminho para a previsibilidade, o que torna o meu blog e até mesmo a minha própria pessoa algo completamente previsível. O que não sou. Se eu for previsível, não serei eu mesmo, ou seja, é impossível que eu seja previsível - Em todos os detalhes, ao menos.
É importante que o blog seja considerado, a partir de agora, não como um pequeno blog individual e particular, ou como um diário super secreto, tampouco como uma página cheia de sub-páginas cheias de escritos desimportantes, mas como um objeto individual dotado de características e necessidades próprias, que deve ser nutrido com carinho e esperança, assim como meu pequeno coração de vidro.
Rotinas também são de todo o mal para a minha felicidade, porque transforma aquilo que deveria ser divertido e interessante em algo completamente pragmático. O oposto da felicidade não é a tristeza, é o tédio.
Mas mudei de ideia assim que notei que eu não suportaria seguir a infame rotina que havia determinado para ele, porque sou totalmente contra as rotinas. A rotina. Sei lá. Não sou muito bom em português. Mas por que não seguir uma rotina? Elas são organizadas e válidas! E isso é um fato. Mas as rotinas são o caminho para a previsibilidade, o que torna o meu blog e até mesmo a minha própria pessoa algo completamente previsível. O que não sou. Se eu for previsível, não serei eu mesmo, ou seja, é impossível que eu seja previsível - Em todos os detalhes, ao menos.
É importante que o blog seja considerado, a partir de agora, não como um pequeno blog individual e particular, ou como um diário super secreto, tampouco como uma página cheia de sub-páginas cheias de escritos desimportantes, mas como um objeto individual dotado de características e necessidades próprias, que deve ser nutrido com carinho e esperança, assim como meu pequeno coração de vidro.
Rotinas também são de todo o mal para a minha felicidade, porque transforma aquilo que deveria ser divertido e interessante em algo completamente pragmático. O oposto da felicidade não é a tristeza, é o tédio.
domingo, 7 de agosto de 2016
Tudo Errado mas Tudo Bem
Tudo Errado mas tudo bem
~Capital Inicial
Não, as coisas não estão tão bem quanto poderiam estar, até porque a perfeição é inexistente. A perfeição só seria existente se a sua oposição, a imperfeição, nunca fosse um fato. E mesmo assim, a perfeição não seria conhecida como perfeição. Simplesmente não seria, pois não haveria nada para comparar com ela.
Mas tudo está bem. Bem e errado não são opostos. Bem e mal são opostos, assim como certo e errado. Mas certo e bem não são a mesma coisa. Entendeu? Claro. Enfim.
Você sabe o que é certo, assim como sabe o que é errado, e assim como é um fato que você sabe que nem tudo está certo, você também sabe que nem tudo é de todo bem, até porque você conhece as palavras mal e errado e consegue aplicá-las em alguma sentença avulsa. O importante é definir que você sabe a verdade sobre as contradições, simplesmente nunca as notou e é muito provável que as ache 100% confiáveis, não importando suas relações com os sentidos ou com a própria razão.
Mas o que é a verdade? Verdade é o oposto de mentira. Mentira também é o oposto de verdade. Significa que tudo aquilo que é verdade também é uma mentira. "Tudo está errado" é certamente uma mentira, mas se eu disser que "tudo está bem" é certamente uma verdade, eu vou estar mentindo, o que significa que algo não está bem, porque eu certamente devo estar ou insano, ou agindo como um caluniador. Ou seja, mesmo afirmando uma mentira, torno as contradições válidas.
Tudo é mentira.
~Capital Inicial
Não, as coisas não estão tão bem quanto poderiam estar, até porque a perfeição é inexistente. A perfeição só seria existente se a sua oposição, a imperfeição, nunca fosse um fato. E mesmo assim, a perfeição não seria conhecida como perfeição. Simplesmente não seria, pois não haveria nada para comparar com ela.
Mas tudo está bem. Bem e errado não são opostos. Bem e mal são opostos, assim como certo e errado. Mas certo e bem não são a mesma coisa. Entendeu? Claro. Enfim.
Você sabe o que é certo, assim como sabe o que é errado, e assim como é um fato que você sabe que nem tudo está certo, você também sabe que nem tudo é de todo bem, até porque você conhece as palavras mal e errado e consegue aplicá-las em alguma sentença avulsa. O importante é definir que você sabe a verdade sobre as contradições, simplesmente nunca as notou e é muito provável que as ache 100% confiáveis, não importando suas relações com os sentidos ou com a própria razão.
Mas o que é a verdade? Verdade é o oposto de mentira. Mentira também é o oposto de verdade. Significa que tudo aquilo que é verdade também é uma mentira. "Tudo está errado" é certamente uma mentira, mas se eu disser que "tudo está bem" é certamente uma verdade, eu vou estar mentindo, o que significa que algo não está bem, porque eu certamente devo estar ou insano, ou agindo como um caluniador. Ou seja, mesmo afirmando uma mentira, torno as contradições válidas.
Tudo é mentira.
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