A Platonicidade do Não Ser é um termo que inventei faz alguns segundos. Ele basicamente serve para provar que o amor a primeira vista é na verdade um grupo de qualidades físicas das quais temos em mente como "perfeitas", "ideais" ou pelo menos "muito agradáveis". São essas qualidades físicas que atenuam na alma as mais profundas vontades e pensamentos.
Isso não é um amor platônico, visto que este seria um amor impossível. Mas as massas transformaram "amor platônico" em um quase sinônimo de "paixonite". Sendo assim, vou considerar que platônico, nesse sentido, seja aquilo que pode ou pode não ser duradouro, mas que se apresenta simples e indeterminado na instância presente.
Quando temos em mente uma pessoa ideal, não ficamos apaixonadas por ela porque em sã consciência temos certeza de que aquela pessoa não existe. Frutos da imaginação são só... Bem... Frutos da imaginação. Eles não merecem nenhum amor ou cuidado porque são só frutos da imaginação. Mas quando temos em mente uma pessoa da qual só ouvimos falar, a Platonicidade do Não Ser age em questão.
Em certos casos, há uma paixão que é determinada apenas pelo campo da visualização e não pelo campo visual. Ou seja, somente de ouvir os atributos físicos da pessoa, o indivíduo em questão já se encontra numa paixonite ou num "amor platônico". É relativamente raro, mas ocorre me certas ocasiões. A parte do "do Não Ser" se refere às probabilidades da importância que aquela pessoa vai dar à sua vida. As probabilidades de que uma relação aconteça ou que você mesma o/a conheça pendem a 0, o que torna o Não Ser mais provável do que o Ser, fazendo assim, que você se apaixone a atributos soltos e não a um indivíduo.
O amor existe?
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