Eu a vi há cinco meses atrás, num consultório. A aparência dela me chamou muito a atenção, o que instantaneamente fez com que eu tivesse a vontade de desenhá-la. Entretanto, não tive coragem de ir falar com a garota por alguns motivos, logo, não pude fazer o desenho. Até tentei, mas não deu muito certo.
Depois de 5 meses eu a encontrei novamente na internet. É fato que eu estava procurando-a havia muito tempo, mas sem sucesso. Foi só depois de uma inocente busca na lista de comparecidos de um evento de minha cidade no Facebook que tive o prazer de achá-la, fazer um desenho, mandar para ela e até mesmo começar uma nova amizade- Coisa que eu não estava esperando por agora.
É interessante pensar nisso, porque tudo isso me trás lembranças da questão do destino como era tratado na antiga Grécia. Em um determinado período da história, havia a crença de que o destino de cada um estava traçado e que este era a única coisa acima do alcance dos deuses. Grosso modo, é uma concepção de vida que admite que, indubitavelmente, o que há de se cumprir, se cumprirá.
Fiquei intrigado com o acontecimento e ainda mais, a forma da qual ele se desenrolou. Talvez fosse parte do destino que tivéssemos que nos conhecer. Digo destino não no sentido amoroso, mas no sentido literal da palavra, como se o livre-arbítrio fosse só uma ilusão ou uma enganação e que, na verdade, tudo que é determinante para a formação do indivíduo que está marcado para que ocorra, ocorrerá. É realmente uma prisão mental.
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